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Energia

Agenda 43

I.POR UMA NOVA MATRIZ ENERGÉTICA

O RS construirá uma segunda Usina termelétrica através da queima altamente poluente do carvão, em parceria com a China. Ademanda crescente, para o desenvolvimento do Estado, requer re-direcionar a política energética para investir em novas tecnologias, renováveis e menos danosas ao ambiente.

Incentivar empresas que gerem Créditos de Carbono investindo em produção de energia renovável (Usinas de Biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas, Parques Eólicos)
Asatuais Regras do Prograrna de Incentivo às Fontes Aiternativas de Energia (Proinfa) atrapalham o mercado de credito de carbono, porque tais normas desestimulam os ínvestidorés a buscarem o benefício. O Proinfa prevê a compra, por parte da Eletrobrás, de energia provenicente de fontes renováveis e menos poluentes, que podem se habilitar aosrecursos do mercado de créditos de carbono.A regulamentação do que dá à Eletrobrás direito aos créditos de carbono gerados pelos empreendimentos selecionados pelo programa, está atrapalhando o aproveitamento desses recursos. Como o investidor não tem direito ao crédito, ele não tem estímulo de ir atrás do benefício.0 Brasi.l, com a norma estipulada pela Eletrobrás, perde as divisas através do crédito de carbono, porque a estatal não está aproveitando esse potencial.
As fontes orgânicas que são usadas para produzir energias são chamadas de
biomassa. Os combustíveis mais comuns da biomassa são os resíduos agrícolas, madeira e plantas como a cana-de-açúcar, que são colhidos com o objetivo de produzir energia. O lixo municipal pode ser convertido em combustível para o transporte, indústrias e mesmo residências. Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de energia no mundo, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de fonte hídrica. No Brasil, a proporção da energia total consumida é cerca de 35% de origem hídrica e 25% de origem em biomassa, ou seja, os recursos renováveis suprem algo em torno de 2/3 dos requisitos energéticos do País.

2-
Ampliar a produção de Energia Eólica, implantando-a em outras regiões no RS
A atual capacidade de produção dos Parques Eólicos ainda é pequena, em relação às necessidades energéticas do RS. Por isso, é necessário ampliar tal produção, de dois modos: sua instalação também em
outras regiões, e o estímulo à pesquisa tecnológica própria, através da participação de Universidades gaúchas neste Projeto. Tal como já ocorre em outras áreas tecnológicas (por exemplo, de produção de combustíveis como álcool e biodiesel), é possível e necessário desenvolver a pesquisa tecnológica para ampliar a capacidade de produção renovável de energia.

3- Atrair empresas de
novas tecnologias (da solar ao hidrogênio) estimulando geração de energia renovável
Para atrair para o Estado parcerias com empresas internacionais que produzem e pesquisam novas tecnologias na área energética, o Rio Grande do Sul necessita tomar a iniciativa de contatar com tais empresas de ponta e viabilizar as condições para sua instalação aqui. Neste sentido, também vale o que foi exposto nos itens 1 e 2desta Agenda, acima, ou seja: 1º) É necessário qus se torne economicamente viável, para tais empresas, investir aqui; e 2º) È importante envolver também os setores específicos de pesquisa e tecnologia das Universidades gaúchas nesses novos Projetos, de modo a desenvolver nossacapacidade de produção para uma maior participação dessas novas fontes no conjunto da produção energética do Rio Grande do Sul.

4- Planejar e executar modelo de
geração sustentável da Energia Hidroelétrica no RS, através de Pequenas Centrais
A China produz através de Pequenas Centrais Hidroelétricas cerca de 40 % do total de sua demanda atual de energia, o que dá uma idéia do potencial deste modo de produção que ainda, por ser menos danoso ao ambiente, habilita a receber recuros do mercado de créditos de carbono.

5- Estimular produção de
Biogás, Biodiesel e outros combustíveis menos poluentes no Estado
A produção destes combustíveispermite, também, o desenvolvimento da produção agrícola do RS.


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